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16 de junho de 2005
RJ / SP - Parte 3 (final)
RJ / SP - Parte 3 (final)
A nossa grama é que não é verde

Na minha primeira visita a São Paulo (capital) no fim de 1999 (para ir a IV Bienal Internacional de Arquitetura), fiquei com péssimas impressões da cidade. Achei tudo muito feio, sujo, pichado. Andei em um ônibus velho que dobrava no meio e recebi informações erradas de um paulista metido a engraçadinho. (na verdade estava com um grupo de mais de 20 cariocas) Passei pela cidade em mais quatro oportunidades fazendo escala (na ida e na volta) para viagens mais longas. Nessas quatro vezes, minha má impressão já foi um pouco abalada, pois em ambas as viagens cheguei a São Paulo em uma rodoviária (Tietê) e saí de lá por outra rodoviária (Barra Funda) sem pôr os pés no chão de São Paulo. Fui de uma para outra de metrô. Achei ótimo. No Rio jamais aconteceria algo assim. Primeiro, porque no Rio só tem uma rodoviária (muito ruim, por sinal). Segundo porque, embora muito útil e utilizado por muita gente, o metrô do Rio é muito limitado e passa em muito poucos bairros da cidade - não passa, por exemplo, nem perto do Santo Cristo, bairro onde fica a rodoviária. A minha última visita à capital paulistana afastou de vez a má impressão. Hoje, cinco anos depois da primeira visita, tenho uma visão diferente. Além disso, andei de carro.

São Paulo está longe de ser uma cidade bonita e agradável, mas eu tenho como referência o Rio de Janeiro. Com um simples mapa, pudemos (eu e meu colega de trabalho – a viagem foi a trabalho) circular por boa parte da cidade sem maiores problemas. Andamos em diversos horários, pegamos trânsitos complicados, mas nunca parados. Enquanto estivemos lá (dois dias) a qualquer hora o trânsito é lento, mas dificilmente parado. O asfalto é liso e é fácil ler os nomes das ruas. As indicações são de fácil leitura e bem posicionadas. É lógico que, às vezes, tivemos alguns contratempos para achar determinado ponto, mas nós simplesmente não conhecíamos o lugar.

A capital fluminense tem um ótimo potencial, já foi capital federal, tem uma natureza deslumbrante e um povo muito descontraído e irreverente (o que ultimamente tem se confundido com desrespeitoso e mal-educado). Porém, infelizmente, a cidade está abandonada. Tudo o que o atual prefeito do Rio, César Maia, fez para cidade em seu primeiro mandato há 10 anos, se perdeu com o tempo diante da inoperância de seu sucessor, nosso querido vice-governador Luiz Paulo Conde, e de sua própria negligência em seu segundo mandato e principalmente no início do terceiro. Obviamente, houve a colaboração dos péssimos governadores que tivemos no estado nesse mesmo período. Atualmente a cidade é caótica. Não há uma rua sem buraco (e os remendos são piores que os buracos). Das poucas esquinas com indicação do nome das ruas, são raras as que se pode ler a tempo de se dobrá-las. Não há opção para os engarrafamentos da hora rush - além de não haver caminhos alternativos (devido principalmente à topografia da cidade), não há transporte público eficiente. Veja bem, não estou generalizando, à exceção de alguns bairros beneficiados com o Rio-Cidade (alguns deles, não todos), esse é o estado da cidade, no subúrbio ou nos bairros nobres. À noite, ruas escuras e policiais corruptos amedrontam o cidadão. Somando a tudo isso, a falta de educação do motorista carioca, incapaz de respeitar um sinal de trânsito (que, diga-se de passagem, estão sempre fechados - não sei quem os programa...), e a máfia das multas, torna-se risco de vida caminhar pelas ruas do Rio.

Pode ser só impressão, mas não tive esse tipo de sensação em São Paulo. São Paulo também é uma cidade violenta, mas eu via policiais a cada esquina e seus uniformes e equipamentos não transmitiam a insegurança transmitida pela polícia fluminense. Fiquei pouco tempo na cidade, apenas dois dias. Não é o suficiente para uma avaliação justa, mas à exceção do ar poluído e do ruído ensurdecedor do trânsito, São Paulo é muito melhor que o Rio, no que diz respeito à esforço humano. Há uma grande diferença entre o bairrismo carioca e o bairrismo paulista. O carioca é preconceituoso, é bairrista para falar que os outros são piores, ignorando seus próprios problemas (normalmente gostam de falar que o Rio é mais bonito, tem natureza e praia - o que já estava aqui antes dos cariocas). O paulista é bairrista, para falar que eles são melhores que os outros e eles trabalham para realmente serem (e poderem falar). Não sou carioca de fato, mas sou na prática e é triste ter que admitir isso. Image hosted by Photobucket.com
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7 de dezembro de 2006
Av. Ipiranga e Av. São João
Av. Ipiranga e Av. São João
2 viagens a São Paulo depois, cá estou eu de volta. Dessa vez, encontrei algo que São Paulo tem de pior que o Rio de Janeiro (além das óbvias já citadas antes): aeroporto. O Aeroporto Internacional de Congonhas é hoje o maior da América Latina (em quantidade de passageiros), mas será que ele pode. A pior coisa que alguém pode fazer é querer ser mais do que pode... Infelizmente temos que admitir, o aeroporto de Congonhas não tem capacidade de servir a todos os passageiros que se dispõe a servir.

Saio do Galeão, e depois de uma viagem tranqüila, acordo com uma freada que de tão brusca alguns passageiros batem nas poltronas da frente e objetos (entre eles bagagens de mão) saem voando. Motivo: pista curta e esforço do piloto para evitar que o avião corra risco de cair na Avenida Washington Luís. Mas, o pior é ter que descer do avião e entrar em um ônibus lotado para chegar ao terminal. O cara paga passagem de avião para andar em ônibus lotado?! Eu pelo menos fui sentado. Como não costumo viajar de avião (muito menos para São Paulo), tive que descobrir na hora e sozinho onde buscar minha bagagem naquele mundo de gente. Não tinha nada nem ninguém para dar uma orientaçãozinha.

Na volta, depois de esperar – sentado no chão – um atraso de 2 horas devido a "excesso de tráfego aéreo", lá vou eu para o ônibus lotado (já conhecedor, me posicionei bem para mais uma vez ir sentado) para chegar ao avião. Viagem tranqüila e pouso tranqüilo no Rio de Janeiro (sem freadas). O avião estaciona e bem no terminal e não preciso de informação nenhuma para achar minha bagagem (a galera já chega no lugar exato). É uma pena, um aeroporto tão bom e tão grande para tão pouco movimento no Rio e um aeroporto tão ruim e tão pequeno para dezenas de milhares de passageiros ao ano em São Paulo.

P.S. 1: Essa viagem foi antes dessa greve velada dos controladores de vôo (para mim isso, só pode se greve. Não há razões para as coisas se descontrolarem de uma hora para outra. Infelizmente é preciso as pessoas sofrerem para as autoridades fazerem alguma coisa).

P.S. 2: Tanto ida como volta foram pela GOL e, a julgar pelo estado das poltronas do avião da volta, os controladores de vôo devem ter mesmo razão em reclamar. A minha bandejinha para o lanchinho estava colada com esparadrapo (isso mesmo, esparadrapo!) e eu não pude usá-la. E a poltrona da minha frente (em que estava colado o esparadrapo) estava solta, não sei como a senhora que estava naquela poltrona aceitou viajar naquilo.

P.S. 3: A única coisa que aconteceu no meu coração ao cruzar a Avenida Ipiranga e a Avenida São João pela primeira vez foi uma ligeira aceleração de batimentos por receio de ser assaltado ou coisa do gênero. Caetano Veloso que me desculpe, mas aquela esquina à noite não tem nada de poético. P
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7 de junho de 2005
RJ / SP - Parte 2
RJ / SP - Parte 2
A grama não é tão verde assim...

Acordamos por volta de 8 h, tomamos café da manhã e mais uma vez pegamos a estrada. O destino desta vez era Campos do Jordão. Campos do Jordão era o real objetivo de todo o nosso tour. Pusemo-nos a subir, então, a Serra da Mantiqueira. Com uma parada em um mirante no meio do caminho, interagimos com a fauna local (mais especificamente com um quati) e vislumbramos a paisagem do alto da serra.

Logo na entrada da cidade, pudemos pegar informações turísticas do local e um mapa indicando os principais pontos de visitação. A cidade é bonita, bem conservada. É um outro padrão de cidade turística (diferente de Angra, Parati e Rio de Janeiro). O clima e o visual nos fazia nos sentir na Europa (pelo menos na Europa dos filmes). Infelizmente era feriado e a cidade estava lotada. A rua principal (Av. Dr. Januário Miraglia que vira Rua Emílio Ribas em certo ponto) estava engarrafada do início ao fim, mas seguimos em frente até chegar ao centro da cidade. Eu não conheci a população local, o que vi foi milhares de turistas se atropelando e andando de um lado para o outro.

Eu comecei a estranhar o lugar, quando estacionamos o carro na rua. Ao perguntarmos o preço para estacionar ao guardador oficial da prefeitura (pelo menos ele estava de jaleco), ele nos respondeu: "Não se preocupa com isso não, senhor. É quanto o senhor quiser dar. Não precisa pagar, não." Se é no Rio, a resposta seria: "Deixa 5 pau na minha mão e nada vai acontecer com seu carro, não, doutor." E isso em tom ameaçador. Foi interessante ver que lá, além do flanelinha, os meninos de rua são muito mais educados (ao pedir "um trocado") do que os cariocas. Até os cachorros de rua são melhores (parecem mais bem tratados). E os mendigos tem noções de gestão e marketing:

Ao visitar a Igreja de Santa Rita (a da foto aí em cima), um mendigo (o da foto aí em cima) sentado à porta me pede uma esmola. Achei triste uma cidade tão bonita e aparentemente tão rica, manter mendigos jogados ao chão pedindo esmolas, mas não pude deixar de notar: Existe lugar melhor para pedir esmolas do que em uma igreja, aonde as pessoas vão normalmente em busca de perdão ou de uma melhor perspectiva para a humanidade? Bom, esse não era meu caso, eu era apenas um turista querendo ver a igreja de perto. Ao entrar, havia outro mendigo no interior, também pedindo esmolas. Ao notar que seus ganhos eram quase nulos, resolveu sair e estudar o que podia estar prejudicando sua estratégia. Ao encontrar, o outro mendigo na porta disse para ele: "Oh, Fulano! Eu ouvi que o Beltrano estava te procurando lá no Parque." Beltrano devia ser um cara importante, pois o Fulano rapidamente foi encontrá-lo. Com a concorrência eliminada, o mendigo de dentro da igreja voltou para seu posto.

Infelizmente, nem tudo era tão evoluído lá. Os turistas não eram. Todos que vão a Campos do Jordão têm que subir o teleférico. Acontece que o teleférico não inspira a mínima segurança. A trava de segurança das cadeiras são idênticas às de rodas gigantes de parques antigos. Mesmo assim, via-se vários pais subirem abraçados a seus filhos pequenos (inclusive bebês), correndo um grande risco de deixá-los cair de uma altura de mais de 4 m e rolarem mais uns 70 m abaixo.

Ao fim da tarde fomos ao Auditório, que na verdade é um parque. É assim chamado, porque nesse parque está o auditório municipal. O auditório em si, merece algumas considerações de ordem arquitetônica (acústica e lumínica) que serão dispensadas. O parque é muito bonito e tem uma linda vista. De lá assistimos a um belo pôr-do-Sol. Eu fiquei com medo de que alguém o aplaudisse (como fazem no Arpoador, no Rio), mas lá as pessoas são mais normais. À noite, a balada é boa, centenas de turistas curtem na rua mesmo. Muito legal, mas ao invés de entrarmos em uma das várias boates da cidade, nos refugiamos do frio de 7ºC em um restaurante e comemos um ótimo fundue. Depois voltamos a Taubaté para dormir, a disposição não era para a night.

***

No dia seguinte, o plano era saírmos cedo em direção ao Rio pela Dutra para podermos dar uma boa passada em Aparecida do Norte e - quem sabe? - em mais algumas cidades no estado do Rio (Itatiaia e/ou Resende). Para não dizer que não fizemos turismo em Taubaté, tentamos visitar o Parque Monteiro Lobato, e o Sítio do Pica-Pau Amarelo, mas infelizmente eles ainda não estão prontos e só pudemos tirar fotos ao lado da estátua em tamanho natural do escritor.

Chegando a Aparecida, a minha grande expectativa era ver de perto e por dentro a basílica. Não me gerou grande emoção ver suas enormes proporções, pois já a havia visto outras vezes, em outras viagens. Por dentro, senti uma certa decepção. Não me deu a sensação espiritual que eu esperava. Provavelmente por causa das centenas de turistas zanzando por todos os lados. Me pareceu tudo muito confuso, muita gente, missas simultâneas (sei lá se eram missas) nas diversas capelas da basílica. As impressões arquitetônicas que tive na basílica escreverei (um dia, quem sabe) em outro post. Depois de muito andar, de subir ao mirante (guiados por um ascensorista muito figura) e de visitar o museu da basílica, fomos almoçar no shopping da basílica (é construíram um shopping católico lá). Depois seguimos viagem.

A nossa disposição já estava se esgotando, assim como a minha de escrever e a sua de ler (se é que chegou até aqui). Só fizemos uma rápida parada em Penedo (que fica no município de Itatiaia), depois seguimos para o Rio. Ao sair da Dutra em Seropédica para pegar a BR 465, voltamos à realidade fluminense de buracos, falta de sinalização, etc.

A viagem foi interessante, divertida e curiosa. Voltei um pouco triste em saber que todas as cidades que visitei pareciam melhores de se viver do que o Rio de Janeiro. Eram todas mais bem cuidadas, com um povo mais educado e com governantes aparentemente mais preocupados com o bem-estar da população e com a imagem do local, principalmente no estado de São Paulo. Atribuí isso ao fato de só ter visitado cidades pequenas, que embora tenham menor arrecadação, são mais fáceis de se administrar. Elas não tem os problemas de cidade grande que o Rio tem. É... minha decepção e indignação veio quando três dias depois tive que visitar São Paulo, a maior metrópole do Brasil. Image hosted by Photobucket.com
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23 de junho de 2005
RJ / SP - Anexo
RJ / SP - Anexo
Ontem, mais uma vez estive em São Paulo e lembrei que não fiz duas observações importantes nos demais posts sobre essas recentes viagens. A primeira é um elogio a São Paulo. Enquanto no Rio, o mergulhão da Praça XV (o único da cidade) foi muito festejado por uns e muito questionado por outros, em São Paulo parece que os (vários) mergulhões já estavam ali quando a cidade foi fundada (exceto pelo mergulhão alagado da Marta Suplicy que fez estardalhaço na imprensa). Tem, inclusive, um mergulhão sob o Parque do Ibirapuera e o que é mais legal é que existem placas informando sob que ruas, edifícios e monumentos se está passando. No Rio, muito mal há indicações na superfície, que dirá sob a terra.

A segunda na verdade é uma ressalva. O texto anterior, dá a entender que São Paulo é uma maravilha, que as ruas são lindas e que o povo é muito educado. Veja bem, estou comparando com o Rio de Janeiro. O povo é realmente mais educado (principalmente os motoristas), mas não é nenhum exemplo. Lá também há ruas esburacadas, muros pichados e calçadas sujas (principalmente as marginais dos rios Pinheiros e Tietê e arredores).

Como disse antes, estive muito pouco tempo lá para uma avaliação justa, mas aparentemente, à exceção da paisagem natural, da poluição e do barulho (o barulho nem tanto, o ruído no Rio é menor, porém mais irritante) é um lugar melhor de se morar do que o Rio.

...mas isso não significa grande coisa. Image hosted by Photobucket.com
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5 de junho de 2005
RJ / SP - Parte 1
RJ / SP - Parte 1
A grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa
A viagem começou pela Avenida Brasil (BR465), e seguiu pela BR101, também conhecida como Rio-Santos. Vale ressaltar que em nenhum momento da viagem eu dirigi. Na ida até Taubaté fui no banco do carona. Saímos do Rio às 8 h da manhã. O plano era fazer duas escalas turísticas ainda no estado do Rio: Paraty e Angra. Assim foi feito, por volta de 11 h estávamos em Angra dos Reis, andando e fotografando como turistas.

Antes disso, porém, já havíamos aproveitado um pouco do que a mais bonita estrada do país tinha a oferecer: a paisagem da Mata Atlântica confrontando o mar. Primeira impressão: em toda a extensão percorrida até Angra, a estrada é mau conservada e o mato que cresce na beira da pista não é cortado já há um bom tempo impedindo parcialmente a visão da bela paisagem da costa do Rio de Janeiro. O pior é que além da paisagem, as placas de sinalização (que já são poucas) também ficam encobertas pelo mato. Veja bem, escrevi mato e não mata. Aliás, o pior mesmo é que o problema não está apenas na beira da estrada, mas dentro também: o asfalto é ruim e quase sem pintura. E não me venham com papo de que é porque nessa estrada não tem pedágio, pois pagamos impostos suficientes para isso...

Em Angra, em pouco tempo, percebemos que não há muito o se ver lá. Aquela é uma cidade para se passar temporada, tem que ter tempo (e dinheiro) para ir a praia, passear de saveiro, etc. Passeamos pelo centro histórico de Angra a pé para ver a cidade de perto. Eles estavam preparando o tapete decorativo para a procissão de Corpus Christi. Voltamos para o carro e contornamos a península (e bota contorno nisso) e depois voltamos para a BR101. Da estrada vimos as usinas nucleares, paramos rapidamente para fotos (éramos turistas, ora) e seguimos. Às 13 h, já estávamos em Paraty. A cidade estava cheia. De turistas. Paraty é muito mais interessante de visitar assim, em um dia. Ver suas ruas antigas de pedras, suas (várias) igrejas, sua arquitetura. Passamos mais tempo lá. Os tapetes da procissão em Paraty eram maiores e melhores que o de Angra, e combinavam mais com a paisagem local. Almoçamos lá. Depois voltamos à estrada. Não há muito o que dizer das cidades em si. É melhor visitar do que ouvir falar... Além disso, nossa passagem foi muito curta para que eu pudesse dar dicas de pontos turísticos e estabelecimentos.

Depois de Paraty, a estrada se afasta um pouco do mar até a divisa com o estado de São Paulo. É justamente nessa divisa que se avista a maior surpresa. Exatamente quando se passa embaixo da placa (essa que se vê na foto aí em cima) a estrada começa a melhorar. A primeira melhoria é o alargamento imediato da rodovia. O asfalto vai melhorando gradualmente e a sinalização se torna mais visível. O mais interessante é que a BR101, como todas as BRs, é uma rodovia federal. Teoricamente não há motivos para que ela receba tratamento diferenciado nos diferentes estados que percorre. Mas o fato é que parece que recebe.

A viagem seguiu até Ubatuba, onde aconteceu apenas uma parada técnica e pegamos a BR125. Essa rodovia dentro do perímetro urbano de Ubatuba é uma das mais esburacadas pelas quais já passei. Depois melhora um pouco. Aí começa a subida atravessando o Parque Estadual da Serra do Mar. São 7 km de subida. Parece pouco, mas nesses 7 km deve-se subir mais de 300 m (não sei ao certo estou chutando). Existem curvas de 180° com inclinação de mais 50%. Naquele trecho de subida íngreme é quase impossível a manutenção da pista. Quando chega lá no alto, a estrada parece estrada de filme americano: asfalto lisinho, sinalização em perfeito estado, ... Nesse momento já era noite e tudo o que eu queria era deitar numa cama e dormir. Chegamos ao hotel em Taubaté por volta das 20 h e ainda saímos para jantar. Como na cidade não tinha restaurante, só pizzaria, comemos uma pizza e só depois pude me encontrar com uma cama... Image hosted by Photobucket.com
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27 de outubro de 2008
Acabou... e agora?
Acabou... e agora?
As eleições acabaram, já temos um prefeito eleito, e agora? Pergunto a você, cidadão. O seu dever de cidadão não acabou. Você prefere ser um cidadão que elege seus "heróis" e torce para que ele realmente seja um herói? Ou prefere pôr a mão na massa, construir seu próprio destino? Aqui no Rio de Janeiro, vamos ter a oportunidade de por à prova os dois modelos que sugeri no artigo dos "Heróis da democracia".

Se você votou no Gabeira, não pelo que ele prometeu (até porque ele não prometeu muita coisa), mas pelo que ele "representava", aproveite. E se não votou, experimente. Ele propôs uma nova maneira de administrar a cidade. E veja que legal: a nova maneira sequer depende que ele seja eleito! Ele deu um passo em direção à anarquia (anarquia não é bagunça, é uma forma de organizar a sociedade sem a necessidade de uma autoridade estatal, de um governo). Tanto que ao assumir a derrota, ele se dispôs a manter tantas promessas de campanha quanto forem possíveis, mesmo sem ter sido eleito. Ele se colocou no lugar do menino do filme indiano do último artigo. Ele quer ser o catalizador das boas mudanças. Portanto, agora que você demonstrou seu apoio a causa, está na hora de arregaçar as mangas.

Se você é mais favorável à moda antiga de administração, o seu trabalho ainda não acabou. O Globo listou nada menos do que 83 promessas de campanha, que você, sim, VOCÊ tem a obrigação de fiscalizar e cobrar. Eu destaquei apenas 25 delas, para ficar marcado aqui no Peixe o que eu tenho interesse em cobrar (listado por critérios de suposta facilidade de execução e importância):
  • Acabar com a aprovação automática nas escolas da rede municipal de ensino.
  • Recuperar e conservar a pavimentação das ruas.
  • Adotar o projeto Cidade Limpa, de São Paulo, para limitar a publicidade nas ruas.
  • Criar um gabinete integrado contra a dengue e um plano emergencial de combate ao mosquito. Contratar, logo, 1.850 agentes de saúde para isso. Postos de saúde e todas as unidades de saúde poderão fazer exame de sangue para diagnosticar a doença.
  • Substituir os pardais por lombadas eletrônicas, visíveis. Sincronizar os sinais de trânsito.
  • Criar corredores iluminados nas áreas que concentram bares e restaurantes, como a Lapa. A Guarda Municipal combaterá os flanelinhas.
  • Iluminar adequadamente as ruas, em particular os acessos aos corredores de transporte público, aos pontos de ônibus e às estações de trem e metrô.
  • Criar um mergulhão sob a linha do trem de Madureira.
  • Criar uma Secretaria de Ordem Pública, para o ordenamento e o combate a pequenos delitos. No início, vai priorizar a Tijuca.
  • Criar um programa de reciclagem de lixo.
  • Recuperar as praias da Baía de Sepetiba, e as lagoas da Barra e de Jacarepaguá. Dragar os canais. Retomar o projeto Guardiões dos Rios, que contrata mão-de-obra comunitária para atuar na limpeza dos rios da cidade.
  • Não aumentar o IPTU. Engordar a receita por meio da base de arrecadação. / Implantar a nota fiscal eletrônica, que permite acompanhar on line a emissão de comprovantes que geram arrecadação de ISS. O sistema é um meio de aumentar a arrecadação sem subir impostos.
  • Criar um sistema de acompanhamento orçamentário municipal pela sociedade. Discutir o orçamento cidadão, uma versão do orçamento participativo.
  • Melhorar o Hospital de Acari e o Paulino Werneck (com obras começando em 2009), aumentar o atendimento do Salgado Filho e do PAM do Méier, além de reequipar todos os hospitais municipais, contratando mais médicos e enfermeiros.
  • Aumentar a rede de creches, triplicando o número de vagas. Oferecer 160 mil vagas nas pré-escolas, colocando todas as crianças de 4 e 5 anos.
  • Ampliar os Pousos para fiscalizar construção em favelas. "Não vou permitir novas ocupações".
  • Implantar o bilhete único, que permite ao usuário pegar mais de uma condução pagando só uma tarifa. Mas o sistema terá de se sustentar sozinho. "Não vou subsidiar empresas de ônibus".
  • Licitar as cerca de 400 linhas de ônibus do município e reorganizar o sistema.
  • Construir 40 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) 24 horas, com cinco milhões de atendimento por ano, retirando das filas dos hospitais 20 mil pessoas/dia. Méier e Madureira ganharão as primeiras UPAs.
  • Ajudar o estado a implantar a linha 4 do metrô, da Barra a Botafogo (orçada em R$ 1,2 bilhão). Ajudar o estado a implantar o novo trajeto da linha 2 do metrô, para evitar baldeação no Estácio.
  • Criar um calendário cultural, tendo, a cada mês, 12 grandes eventos.
  • Ampliar o PAC das Favelas nos grandes complexos, como Lins e Penha.
  • Ampliar o programa Bairro Bacana em parceria com o governo do estado, priorizando áreas com alto índice de crimes de rua.
  • Continuar o Favela-Bairro, com adaptações para retomar a concepção original.
  • Levar saneamento básico a 100% da Zona Oeste em parceria com o governo do estado.
Será que ele é capaz? Temos que cobrar, pelo menos, que ele tente. E também fazer a nossa parte, que é respeitar a cidade e as decisões do governo (respeitar não é concordar) e discutir tais decisões.

Mas se você é do tipo que elege "heróis", basta cruzar os braços e ficar resmungando na fila do ônibus que os políticos são ladrões, corruptos, etc., a sua parte no processo já acabou! P
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6 de maio de 2007
A alegria de ser rubro-negro...
A alegria de ser rubro-negro...
1 Mundial Interclubes
1981

1 Taça Libertadores da América
1981

1 Copa Mercosul
1999

5 Campeonatos Brasileiros
1980 1982 1983 1987 1992

2 Copas do Brasil
1990 2006

1 Copa dos Campeões
2001

1 Torneio Rio-São Paulo
1961

1 Copa dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais
1997

29 Campeonatos Cariocas/Estaduais do Rio de Janeiro
1914 1915 1920 1921 1925 1927 1939 1942 1943 1944 1953 1954 1955 1963 1965 1972 1974 1978 1979 1979 1981 1986 1991 1996 1999 2000 2001 2004 2007

6 Torneios Início do Campeonato Carioca
1920 1922 1946 1951 1952 1959

17 Taças Guanabara
1970 1972 1973 1978 1979 1980 1981 1982 1984 1988 1989 1995 1996 1999 2001 2004 2007

7 Taças Rio de Janeiro
1978 1983 1985 1986 1991 1996 2000

8 outros torneios em nível estadual
9 outros torneios em nível nacional
31 outros torneios internacionais

Mais de 35.000.000 de torcedores só no Brasil P
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29 de maio de 2005
Voltei!
Voltei!
Eu voltei de viagem ontem à noite. Eu prometi publicar no DeviantART as fotos tiradas na viagem, mas eu tirei 362 fotos. Como são muitas, fica meio inviável publicar todas lá. Vou escolher as melhores para publicar lá e as demais publicarei no Photobucket ou no Flickr (é óbvio que das 362, muitas serão descartadas). Quando estiverem publicadas, dou o endereço aqui.

Amanhã postarei aqui as minhas impressões de viagem... O itinerário foi mesmo o que disse antes da viagem, mudando apenas as escalas. Fomos pela BR101 parando em Paraty e Angra. Em Ubatuba, pegamos a SP125 até Taubaté, subindo a Serra do Mar na marra. De Taubaté fomos a Campos do Jordão, onde passamos o dia, para voltar a noite para Taubaté. Depois voltamos pela Via Dutra, fazendo escala em Aparecida do Norte e em Penedo. Em Seropédica, pegamos a BR465 para entrar no Rio de Janeiro pela Zona Oeste.

Amanhã darei mais detalhes da viagem. Descobri que não é só nos mapas do DNER que os estados do Rio e de São Paulo não combinam... Image hosted by Photobucket.com
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26 de maio de 2005
Anúnicio de viagem
Anúnicio de viagem
Estou saindo de viagem, aproveitando o feriadão de Corpus Christi. Vou dar até Taubaté (SP) pelo litoral e voltarei pela Dutra. A idéia é fazer um tour por algumas cidades que conheço pouco. O itinerário seria o inverso desse, mas para evitar a multidão em Aparecida do Norte (onde está a basílica mais visitada do país) resolvemos deixar para passar por lá na volta. As principais cidades a serem visitadas são: Angra dos Reis - Parati - Ubatuba - Taubaté - Campos do Jordão - Itatiaia - Rezende (Agulhas Negras).

Eu queria ter feito um mapa mostrando o itinerário, mas infelizmente os mapas dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo disponibilizados pelo site do DNER (Portal DNIT) não se encaixam e não tive tempo para fazê-los encaixarem. Os mapas rodoviários são muito bons, só não se encaixam.

Na volta, no domingo, devo escrever algo sobre a viagem. No DeviantART, colocarei as fotos que vou tirar lá, mas isso só deve acontecer ao longo da próxima semana. Image hosted by Photobucket.com
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