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13 de janeiro de 2007
FOSob 5: Imagens e desenhos
FOSob 5: Imagens e desenhos
P.S.: Se você busca por imagens de peixe, leia o artigo "Figuras de Peixe".

Já faz um bom tempo que não escrevo sobre isso, mas a série FOSob ainda não acabou. Hoje vou escrever sobre um tema muito procurado: imagens e desenhos. Vou tratar agora apenas de editores de imagens (e fotos) e editores de desenhos vetoriais, CAD e modeladores 3D vai ficar para um outro artigo. Vamos começar pelo mais simples: visualizadores de imagens.

Atualmente, visualizadores de imagens não são muito úteis, uma vez que sistemas operacionais modernos (como o Windows e o Ubuntu, por exemplo) já vêm com seus próprios visualizadores. Esses visualizadores, entretanto, têm suas limitações, o que pode justificar instalar um visualizador em sua máquina. O XnView é o visualizador que suporta o maior número de formatos, mais de 400 ao todo incluindo imagens, áudio e vídeo. Além disso, ele permite pequenas modificações nos arquivos, como girar (sem perda de qualidade), cortar, aumentar ou diminuir, conversão em série (para, por exemplo, transformar vários BMP's em JPG's de uma só vez) e muito mais. De todos os formatos suportados, apenas os formatos de AutoCAD (DWG e DXF) depende de um pluging que não é exatamente gratuito, mas para esse tipo de arquivo eu recomendo mesmo o DWG TrueView da própria AutoDesk que é mais específico (melhor) e também é gratuito. Uma alternativa ao XnView é IrfanView. Tudo o que foi dito sobre um se aplica ao outro (até porque o XnView é, na verdade, cópia do IrfanView). Há sim algumas diferenças: o IrfanView só está disponível para Windows, o XnView é mais amigável e tem um visual mais apurado (o IrfanView parece estar ainda no tempo do Win98), o XnView pode ser baixado completo em um único arquivo (XnView v1.82.4 Complete version Multi-language), enquanto para o IrfanView deve-se baixar separadamente o programa, os plugins (que permitem abrir os diversos tipos de arquivo) e o language pack, além de algumas diferenças funcionais sutis.

No mundo dos visualizadores, há um também um grande sucesso chamado Picasa. O Picasa (que é do Google) não pretende ser apenas um visualizador, mas também um "organizador" de imagens. Segundo seus produtores, essa é a sua principal vantagem sobre a concorrência. Para mim, no entanto, esse é seu grande defeito. Ele dá apenas uma opção de organização e definitivamente, eu não me adapto a essa única opção (e eu acredito que as ferramentas têm que se adaptar ao homem e não o contrário). A organização é feita através de álbuns (que não necessariamente representam pastas no HD) e através de uma linha do tempo (?!). Além disso, ele apresenta recursos interesantes como, redutor de olhos vermelhos, slideshow como protção de tela, publicação integrada de fotos em flogs e no Blogger, etc. Certamente o Picasa é bem mais completo que os dois programas citados anteriormente, o usuário só tem que adaptar-se a ele.

Na verdade, todos esses 3 programas são dispensáveis. Se você por exemplo tem uma câmera digital, provavelmente tem também uma suite de programas melhor do que todos esses programas juntos. Além disso, visualizadores, os SO's já possuem integrados a eles (como disse no início), para publicação de imagens na Internet há diversos sites especializados, e para edições temos o GIMP. Alguns "profissionais" bitolados do mundo das artes e da fotografia vão dizer que o Photoshop é insubstituível, mas eu digo "experimente o Gimp". Trata-se de um programa de edição de imagens completo, totalmente aberto (o que significa que é gratuito e pode ser modificado pelo usuário/programador), com total suporte espalhado pela Internet em várias línguas (inclusive em português, como esse ótimo fórum). O Gimp também possui vários plugins e se você não encontrar um adequado ao que você quer você pode fazer o seu próprio. Desista do Photoshop e economize R$1.600,00 (por cada nova versão). Aí você perguntaria o que vou fazer com a coleção de brushes que tenho do PS, pra tudo tem um jeito, alguém já pensou nisso antes de você. É claro que profissionais (desta vez sem aspas) podem encontrar algo que não tem nos concorrentes que não tem no Gimp, mas certamente são coisas muito específicas que a maioria dos usuários nunca vai sentir falta.
GIMP
Finalmente, os editores de desenhos vetoriais. Todo mundo conhece o CorelDraw, mas nem todo mundo (na verdade pouquíssima gente) pagaria R$1.300,00 por ele. Eu também não. Atualmente, no mundo dos FOSob, não há AINDA um software que chegue perto do Corel. Mas já existem alguns que estão se encaminhando. O Inkscape (que também possui uma página braileira) é um deles. O Inkscape usa como padrão o formato SVG, definido pelo W3C. que pode ser visualizado inclusive diretamente no seu browser (obviamente não se você é um infeliz usuário do Internet Explorer). Certamente ele é muito mais simples e fácil de usar do que seus concorrentes. Vale a pena testar e contribuir para o seu desenvolvimento. Ele é ótimo, mas não espere muito, pois não está nem na versão 1.0. Em situação semelhante está o Sodipodi, mas sobre esse não posso dizer muito, na única vez que tentei instalá-lo (no Windows), deu pau e eu desisti. Se a sua intenção é fazer coisas simples pode utilizar o BrOffice.org Draw, o módulo de desenhos da suíte já comentada aqui.
Inkscape. Draw Freely.
No próximo artigo sobre FOSob, escreverei sobre outros programas gráficos. CAD e 3D de alto nível. P
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8 de abril de 2006
FOSob 2: Escritório
FOSob 2: Escritório
No último post dos FOSob me estendi um pouco, falando sobre filosofia, mas agora prometo ser menos prolixo. Como prometido, falarei das suites de escritório. Existem muitas delas por aí, cada uma com preços mais astronômicos que as outras... O mais conhecido, por exemplo, o Microsoft Office, adotado (burramente) como padrão em empresas e órgãos públicos, custa entre R$400 (versão mutilada para estudantes e professores) e R$1760 (versão completa). Seu maior concorrente comercial, o WordPerfect Office da Corel, custa nada menos que R$400 (versão completa, que parece a versão mutilada do MSOffice). Veja bem, escrevi "maior concorrente comercial", pois a Microsoft anda preocupada com um concorrente que não é comercial. Não é comercial, porque não é vendido.

OpenOffice.orgEstou falando do OpenOffice.org, recentemente rebatizado no Brasil como BrOffice.org. Eu sei que você tem coisa muito melhor em que investir R$1760 do que um programa de computador. E é por isso que a Microsoft está preocupada, pois o BrOffice.org lhe dá a oportunidade de investir apenas alguns minutos de conexão à Internet (se você tiver conexão em banda larga, caso contrário serão algumas horas, são 80Mb de download) para adquirir um software completo e de qualidade. Existem outros offices gratuitos por aí, mas eu recomendo o BrOffice.org, porque certamente é o melhor e mais completo. Ele tem entre outras coisas:

- Editor de textos (Writer)
- Planilha eletrônica (Calc)
- Editor de slides de apresentações (Impress)
- Editor de Banco de dados (Base)
- Editor de imagens vetoriais (Draw)
- Editor de html (Writer/web)
- Editor de equações matemáticas (Math)

Como você pode ver, o BrOffice.org não só não deixa nada a desejar em relação a seus concorrentes, como tem mais funcionalidades do que eles. E pode acreditar é eficiente e fácil de usar. E se tiver qualquer dúvida, entre na lista de usuários que a comunidade fará de tudo para ajudá-lo. Além disso, como ainda tem muita gente com dinheiro por aí (como órgãos públicos que "têm" o nosso dinheiro e gastam milhões de reais em licenças de software) ou que não se importa em utilizar programas pirata, o BrOffice.org abre e salva arquivos nos formatos da Microsoft - aliás abre e salva em qualquer formato que você imaginar. O BrOffice.org está disponível para GNU/Linux (normalmente já vem com o Linux) e MS Windows. Se você é um feliz usuário de Mac, você deve ter R$1300 para dar em um Office Mac em inglês (eu, pelo menos, não achei nenhuma versão em português). Aliás, não. Já que vai comprar em inglês você pode baixar o OpenOffice.org para Mac. A versão em inglês do OpenOffice.org está disponível para Windows, GNU/Linux, Mac OS X, Sun Solaris e FreeBSD.

Falei muito do BrOffice.org, mas você não tem nem computador. Está lendo o Peixe na rede na faculdade, no trabalho ou em uma lan house (que chique!). Se esse é o seu caso, o BrOffice.org não serve pra você. Na verdade nenhum office serve. Mas eu posso lhe arrumar pelo menos um editor de texto. Um não, dois! É uma idéia inovadora que busca tornar mais viável a inclusão digital. Estou falando do Writeboard e do Writely. Este último está temporariamente parado para a mudança para o sistema Google (é... o Google vai dominar o mundo). Ambos são em inglês, mas parece ser fácil de usar (confesso que nunca usei). A idéia é que as pessoas escrevam e já publiquem o que escrever ou mesmo permitam que outras pessoas a ajudem a escrever. Atualmente, se encontra de (quase) tudo na Internet. Alguns filósofos dizem que no futuro todos os programas estarão na Internet e tudo que o usuário precisará é de um bom navegador. Por falar nisso, no próximo post FOSob: Internet e segurança. P
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17 de março de 2007
Bebida liberada!
Bebida liberada!

Free Beer
Temos visto aqui na série de artigos FOSob vários softwares distribuídos sob licenças GPLGnu Public License, que é o tipo de licença dos chamados software livres (em inglês free software) ou softwares de código aberto (open source). Com essa licença, os programadores permitem que quem quer que esteja interessado mude seu software como bem entender desde que mantenha para o produto derivado a mesma licença do original, dando assim um desenvolvimento contínuo ao software e melhor adaptação às necessidades de cada um. Softwares livres não são necessariamente gratuitoscomo expliquei no primeiro artigo dos FOSob, mas seus preços normalmente são baixos e dificilmente o dono de uma empresa dedicada a softwares de código aberto será tão rico quanto o Bill Gates.

Pois, imagine você se essa filosofia transcendesse o mundo dos softwares e fossem parar na indústria... da bebida! Então, conheça a OpenCola. É como se fosse a Coca-Cola de código-aberto. Não é o código, mas a fórmula ou receita que é aberta. Este foi o primeiro produto de consumo de propriedade aberta do mundo. Diferentemente da Coca-Cola, qualquer um pode pegar a receita e produzir sua própria OpenCola. Esse refrigerante foi criado no início desta década para promover uma empresa de softwares livresque, ao que tudo indica, não existe mais, pelo menos não com esse nome. Eu não tentei fazeros ingredientes não são tão fáceis
de se encontrar por aí
, mas dizem que é muito bom.

Mas se o seu lance é encher a cara, você vai gostar do que vou dizer a seguir. Seguindo a mesma filosofia, foi lançada em 2005 a Free Beer 1.0. Atualmente em sua versão 3.0, a originalmente chamada Vores Øl foi criada na Holanda por estudantes da IT-Universitetet de Copenhagem com colaboração da Superflexgrupo de artistas que produzem trabalhos relacionados a forças econômicas, produção democrática e auto-organização apenas para estudar os modernos conceitos e métodos de código-aberto em produtos tradicionais de consumo. A Free Beer é uma cerveja energética não muito forte (6% vol) baseada em tradicionais cervejas tipo ale, mas com adição de guaraná para um reforço energético natural.

O nome "Free Beer" aproveita o trocadilho da célebre frase do guru do software livre e fundador e presidente da Free Software Foundation, Richard Stallman tentando explicar o sentido da expressão free-software: "think of 'free' as in 'free speech,' not 'free beer'"algo como: pense em "livre" como em "liberdade de expressão", não como em "cerveja liberada".. P
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12 de março de 2006
FOSob 1 - O básico
FOSob 1 - O básico
Há alguns meses prometi uma série de artigos sobre programas gratuitos e vou começar pelo programa mais importante no seu computador: o sistema operacional (SO). Se você não entende muito de computador, nem deve estar se dando conta de que está usando ele agora. Mas não pretendo explicar aqui o que é um SO. Resumidamente, posso dizer que sem um SO o computador não serve pra nada. O sistema operacional utilizado em mais de 80% dos computadores do mundo é o Windows da Microsoft (ahh, agora você sabe sobre o que estou escrevendo...). Ele é tão popular que as pessoas o usam simplesmente por não conhecer outros. Ele é como se fosse um padrão mundial. É ótimo ter um padrão mundial para as coisas. Nesse caso, entretanto, não é uma boa idéia.

Infelizmente, o Windows é um padrão caro e com um único gerente/desenvolvedor (o que faz com que dependemos da vontade de uma única pessoa/empresa) imposto por uma das mais bem sucedidas estratégias comerciais do mundo. Se você está utilizando o Windows XP agora ou é porquê está usando um produto pirata (o que configura um crime que dá cadeia) ou é porquê pagou no mínimo R$ 300,00 por ele (provavelmente sem nem saber, já que normalmente o preço vem embutido no preço total de um computador novo). O Windows até que não é ruim, mas eu sinceramente não recomendo nenhuma das duas atitudes (usar Windows pirata praticamente não atinge a MS e com certeza não é uma atitude de protesto ou revolta), qualquer uma delas só colabora para que fiquemos cada vez mais dependentes da Microsoft na medida em que se mantém o Windows como "padrão" mundial. Então você perguntaria: está bom e que opções tenho? Se estão tão fora do mercado, não será por serem mais caras ainda?

Eu só conheço 2 opções viáveis, uma barata e uma bem mais cara. A mais cara é cara nem tanto por ser bom, trata-se do Mac OS X. Você já deve ter ouvido falar do Mac, pois é, ele é tão fora da realidade que a maioria das pessoas que conheço (para não dizer todas) só ouviram falar dele, nunca o viram. Eu nunca usei, só vi em lojas e mesmo assim duvido que as vantagens deles paguem todo o seu valor de mercado.

"Mas peraí! Você não disse que falaria de coisas gratuitas?!" - você me perguntaria. Pois bem, a opção mais barata na verdade é gratuita. Trata-se do Linux. Na verdade o Linux são várias opções em uma. Dependendo das suas necessidades você pode ter o Debian, o Slackware, o Red Hat, o Kurumin (totalmente brasileiro) etc. Até hoje só usei dois. O Conectiva (atualmente na versão 10) é completo e já vem pronto - quando você o instala, instala junto se quiser todos os programas de que você precisa (editores de texto e imagem, planilhas eletrônicas, navegadores, players, etc.). Ele é gratuíto somente se você baixar as imagens dos CDs direto na Internet, você também pode comprar os CDs prontos e de quebra leva também suporte técnico.

Agora, se a sua opção é algo totalmente gratuito, a sua opção é o Ubuntu. Ele é tão gratuíto, que se você pedir, eles lhe enviam os CDs de lá da Africa do Sul sem cobrar nada. E você pode pedir quantos CDs você quiser (para distribuir para amigos)! Ele está diponível também em português (é só escolher durante a instalação). Eles têm também uma página em português. Ele é feito para facilitar a vida dos novos usuários de Linux, é muito bom, mas não o recomendo para quem não tem Internet em banda larga, ele vem muito cru. Acho que já me extendi muito, se pedirem depois eu escrevo mais sobre Linux e no próximo post sobre FOSob escreverei sobre utilitários de escritório, os famigerados offices. Para mais informações sobre Linux clique aqui e escolha o atalho. P
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12 de novembro de 2005
Freeware, Open Source e outros bichos
Freeware, Open Source e outros bichos
Recentemente descobri num teste que sou meio pão-duro. Como meus cinco leitores assíduos bem sabem, eu também sou levemente nerd. Essas duas características só podiam resultar em uma coisa: uma boa base de dados sobre softwares gratuitos. E como eu também sou um cara legal, vou compartilhá-la com vocês. A lista, além de boa, é grande e será publicada em uma série de posts identificados pelo título FOSob, um acrônimo que criei para "Freeware, Open Source e outros bichos" (esse pessoal geek se amarra em acrônimos, não sei porquê). Antes, porém, vale fazer alguns esclarecimentos preliminares.

1- Freeware: é simplesmente um programa gratuito. Portanto, o "free" do freeware significa "grátis" mesmo e não "livre" (tradução que, nesse caso, geraria muita confusão, como você verá a seguir). O freeware normalmente é "free" só para uso particular, ou seja, eles costumam cobrar uma pequena quantia para serem usados de forma comercial. É importante que se diga que, de uma maneira geral, empresas não têm o direito de usar esse programas e devem comprá-lo para utilizá-lo. É comum também existir versões pagas "mais completas" dos freewares, nesses casos o uso do freeware é uma estratégia para divulgar o produto principal.

2- Shareware: Os famigerados sharewares, não são um tipo de freeware, eles não são de graça. Para o uso do shareware, os programadores exigem registro e uma "colaboração" em dinheiro.

3- Adware: Os Adwares são gratuitos, mas são patrocinados e esses patrocinadores ficam fazendo propaganda enquanto o programa é utilizado. Atualmente são raros, mesmo assim eu os evito ao máximo (eles enchem o computador de porcaria e normalmente têm fraco desempenho devido às propagandas).

4- Software OpenSource ou software livre: Este é um conceito meio complicado, não pretendo explicá-lo a fundo aqui (até mesmo por falta de conhecimento específico). Os chamados softwares livres ou de código aberto não são necessariamente gratuitos. Esses softwares diferem dos demais sofwares, porque são distribuídos com o seu código-fonte aberto. Isso significa que qualquer um que entenda de programação pode modificar o programa ou mesmo utilizá-lo na criação de um novo programa (desde que mantenha o código-aberto). Eles usam na sua distribuição um tipo de licença conhecida pelo acrônimo GPL. Normalmente, o desenvolvimento desses softwares se dá através da colaboração entre programadores interessados. Normalmente não se cobra pelo uso desses softwares, mas isso não obrigatório, e de maneira alguma há diferenciação entre uso particular e comercial.

Nos posts sobre os FOSob, alguns programas citados são Open Source outros só freeware, mas todos são gratuitos para uso particular. O primeiro post é para aqueles que não querem pagar R$500,00 pelo Windows XP, nem R$1.500,00 pelo Micro$oft Office.

Para mais informação sobre open source e coisas semelhantes use os atalhos abaixo. P


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7 de agosto de 2006
FOSob 4: Segurança
FOSob 4: Segurança
Há muito já passou o tempo em que vírus de computador se pegava com disquetes (3" ½) e disquetões (5" ¼) de origem desconhecidas. Segurança em informática era algo muito mais fácil, bastava ter um bom anti-vírus. Difícil era mantê-lo atualizado... Com o advento da Internet ficou muito mais fácil essa atualização (nem lembro como fazia isso sem Internet), entretanto também ficou muito mais fácil contrair um vírus. Mas o problema maior é que hoje em dia vírus não são as únicas ameaças. Vírus, spams, hackers, spywares, phishing, etc. Eu não tenho R$109,00 para ter a segurança do Norton Internet Security por apenas 1 ano. E então o que fazer? FOSob é a solução :D

Não vou me ater a programas anti-spams, para isso recomendo algo que já recomendei antes aqui, Mozilla Thunderbird. Duas semanas de "treinamento" (o programa treinou, não eu) e nunca mais olhei para a cara de spams. Não vou me ater a programas anti-phishing, para isso recomendo algo que já recomendei aqui antes, Mozilla Firefox. Como se ele já não fosse seguro o suficiente, ainda se pode adicionar uma série de extensões para aumentar ainda mais a segurança.

Vírus! Existe uma série de anti-vírus gratuitos, mas vou citar apenas três. Dois deles já são bem conhecidos: AVG e avast!. Não há como falar de anti-vírus gratuitos e não falar desses dois. Sou inclusive incapaz de dizer qual é o melhor. Usei o AVG durante anos, mas de tanto ouvir falar no avast! resolvi experimentá-lo. E não troquei de volta. Não por achá-lo superior ao AVG, mas por não achar muita diferença entre eles. Tenho que admitir que o AVG tem uma interface muito mais intuitiva e que ele me dá mais satisfação sobre o que ele faz. No avast!, a impressão que tenho é de que as coisas são mais escondidas e até agora não entendi o sistema de atualização dele. Por outro lado, o avast! fala a minha língua, já a versão grátis do AVG só está disponível em inglês. Aliás, é bom que se diga ambos são gratuitos apenas para uso pessoal (em um computador), mas isso não significa produtos inferiores às versões comerciais, na verdade são praticamente idênticas. "Mas afinal, eles detectam os vírus e os matam?" - você deve estar perguntando. A resposta: O AVG detecta que é uma beleza, mas nem sempre mata. (dica: se o AVG detectar um vírus mas não matá-lo, envie o arquivo infectado para a quarentena. Depois abra o "virus vault" e tente curar o arquivo lá. Na maior parte dos casos ele cura assim, depois é só "restaurar" o arquivo). Já o avast!, eu não sei, não tive oportunidade de vê-lo em ação (e se tive, ele fez questão de esconder). O terceiro anti-vírus só vou citar, porque o único anti-vírus de código aberto de que tive notícia, trata-se do ClamAV. Nunca usei, mas vejo que falta algumas coisas nele ainda, como proteção residente, verificação automática de email, e atualização automática. Todos três apresentam versões para Windows e Linux.

Spybot, spyware e cookies espiões! O que não falta por aí é programa anti-spyware/adware. Vou recomendar apenas um simples, fácil de instalar e de usar e disponível em dezenas de línguas: SpybotSearch&Destroy. Ele tem um enorme banco de dados, constantemente atualizado, verifica cookies, entradas no registro e programas mal intencionados e o que é melhor evita a entrada novos bots. Só esse eu recomendo (até porque não testei outros), mas vou citar (muito mais a título de curiosidade) outro software também gratuito, o Netscape. Sim, aquele navegador... Ele não acabou (nem se transformou em Mozilla) e está aí firme e forte. Ah e ainda é um navegador, mas tem uma função de busca por spywares e adwares. É bom que já evita o mal na raiz.

Hacker! Finalmente vou escrever sobre firewalls. A verdade é que quem tem um bom e bem configurado firewall, nem precisa muito dos outros softwares citados aqui. Duas coisas a se dizer logo de cara: 1) o firewall do WindowsXP não é um firewall; 2) o Linux normalmente já vem com firewall (de verdade), só é necessário configurá-lo. Posto isto, me dedicarei aqui a firewall para Windows. Eu só conhecia dois, mas um deles (o Kerio) não tem mais versão gratuita... Passei a conhecer só um, o Zone Alarm. Muito amigável, fácil de configurar e aparentemente eficiente. Depois conheci outro, o Comodo. Este tem uma grande vantagem, ele é absolutamente gratuito, não é uma versão capenga de um produto comercial. Ele não me parece tão amigável quanto o ZoneAlarm, mas é bem mais completo. O Comodo é grátis até para empresas, mas eles mesmos recomendam um outro produto para pequenas empresas: Trustix, que também tem a versão sistema operacional completo, Trustix Secure Linux, um servidor de redes voltado para segurança. Mas aí já estamos indo longe demais.

A verdade é que um usuário comum dificilmente precisa de tudo isso. Uma navegação responsável, não clicar em links desconhecidos (olha pra barra de status antes!), não abrir arquivos duvidosos, não visitar sites suspeitos já é meio caminho andado. De resto, não há muito mais o que se pode fazer... É como eu sempre disse: sexo seguro é masturbação. P
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12 de junho de 2006
FOSob 3: Internet
FOSob 3: Internet
Hoje em dia, a informática depende muito da Internet. Tudo o que se faz com um computador pode (em alguns casos, só pode) ser feito de forma melhor se o computador tiver acesso a Internet. Este artigo se dedica aos programas feitos para realizar funções diretamente relacionadas com Internet (navegação, email, chat, downloads, etc.).

Navegadores

Vamos começar pelo navegador. Todos os navegadores que conheço são gratuitos, então vou me ater a dizer qual seria o melhor e qual seria o pior... O pior deve ser o que você está utilizando nesse momento, o Microsoft Internet Explorer (IE). Em uma análise mais aprofundada o IE não é exatamente gratuito, uma vez que ele é parte inalienável do MS Windows. Ou seja, você tem que comprar o Windows para ter o IE e só com o Windows você pode utilizá-lo. Está bom, mas você comprou o Windows e levou de lambuja o IE. Então vou comentar sobre ele. O IE é um navegador e... só. Não chega a ser ruim, já que cumpre o que promete. O problema é que ele promete muito pouco. É um navegador básico que não apresenta nenhuma alternativa funcional ou visual ao usuário, apenas configurações básicas podem ser modificadas. Além disso, ele tem um sério problema relativo à segurança, pois tem como configuração padrão uma série de "acessórios" que abrem brechas para hackers, skywares e vírus. Aí você me perguntaria: "que opção temos ao IE?". E a minha resposta: "Pelo menos, duas. E todas duas bem melhores do que o IE." Conheça o Opera e o Mozilla Firefox. Se você utilizar um dos dois por uma semana, não vai mais querer saber de IE. Não vou descrevê-los, vou apenas enumerar as vantegens de ambos em relação ao IE.

1- Multi-plataforma: não importa qual é o seu sistema operacional, há uma versão para ele. O Firefox pode inclusive compartilhar as configurações de um mesmo usuário entre dois ou mais sistemas operacionais, já que trabalha com o sistema de perfis (há inclusive uma extensão que facilita o processo);
2- Abas: todas as páginas abertas ficam em uma única janela, evitando que sua barra de tarefas fique lotada;
3- Extensões: apenas navegar não é só o que importa, uma série de funcionalidades podem ser agregadas pelo usuário de acordo com suas necessidades e vontades;
4- Temas: cansado daquela cara cinza e feia do seu navegador? então mude!;
5- Segurança: configurações de segurança totalmente personalizáveis, funções anti-phishing e sistema de codificação de senhas (salve suas senhas só pra você);
6- Sem ou com popup: Sistema anti popup inteligente, bloqueia só os popups que devem ser bloqueados;
7- Normas: ao contrário do IE (que seguem normas inventadas de acordo com os interesses da Microsoft) ambos seguem estritamente as normas da W3C, organização internacional indepentende dedicada a organizar e manter a Internet segura.

FirefoxEu poderia aumentar essa lista indefinida- mente, mas acho que só isso já é suficiente... Tem uma série de detalhezinhos que fazem do IE um navegador muito pobre (veja bem não são os outros que são muito bons, mas sim o IE que é ruim). Por exemplo, digite apenas "peixenarede" (sem aspas) na barra de endereços do IE e veja onde vai parar... No Firefox vai parar no lugar certo.

A minha escolha pessoal é o Firefox e não troco por nada. Isso, por que ele tem vantagens inclusive em relação ao Opera. É mais leve, é mais personalizável, tem uma comunidade mundial de suporte (o que significa mais extensões, mais temas, mais ajuda e resolução de possíveis problemas mais rápida) e é open source (o que significa que é gratuito e vai continuar assim por muito tempo).

Email
Thunderbird
Existem alguns clientes de emails gratuitos e digo de início que os mais populares são: Microsoft Outlook Express e Mozilla Thunderbird. O da Microsoft assim como IE, não é bem gratuito, já que depende de o usuário utilizar o Windows. Além disso, sofre dos mesmos problemas de segurança que o IE. O Thunderbird assim como o Firefox, tem as opções de extensões, temas, etc. O sistema anti-spam do Thunderbird é o melhor que conheço. O usuário literalmente ensina ao software o que ele deve considerar spam e o Thunderbird dá o devido fim às mensagens indesejadas, sem confundí-las com mensagens de amigos seus (problema freqüente em outros clientes de email). Além disso, ele também é multi-plataforma e também pode compartilhar as configurações (e as mensagens) do usuário entre dois sistemas operacionais diferentes em um mesmo computador ou mesmo em computadores diferentes.

Chat

GaimNo Brasil, o programa de chat mais popular ainda é o MSN Messenger. Eu tenho que admitir que tinha um certo preconceito contra ele, mas hoje não vejo muito problema. Entretanto, tem o mesmos problemas de seus colegas IE e Outlook: falta de segurança e só funciona com Windows. A questão da segurança é questionável e acho que seus concorrentes devem sofrer dos mesmos problemas, devido à natureza desse tipo de programa. Talvez, você não tenha uma conta de MSN e sim do ICQ ou do iRC ou do mIRC ou do sei lá do que mais, nesse caso faz o seguinte baixa o Gaim e use todos ao mesmo tempo no sistema operacional que você quiser. Mas se a sua é bater -papo com voz (VoIP) e/ou até com vídeo, a sua opção ao Gaim é o Skype. Com o Skype em Linux , Windows ou MacOS você pode falar e enxergar outras Spypepessoas em qualquer parte do mundo, pode inclusive ligar para telefones comuns (para isso tem que pagar).

Download/P2P/BitTorrent

Existe quase uma infinidade de gerenciadores de downloads por aí, alguns gratuitos outros nem tanto. Por muito tempo, o mais popular (pelo menos aqui no Brasil) foi o GetRight. Depois o Download Acelerator Plus passou a ser o mais popular. Ambos têm versões gratuitas, mas um é shareware (o que significa que ele vai ficar pedindo doações o resto da vida) e o outro é adware (o que significa que ele vai ficar baixando e mostrando propagandas o tempo todo). Gratuito mesmo (fora os diversos gerenciadores para Linux) só conheço o Free Download Manager. Ele é livre, gratuito e não deixa nada a desejar FDMem relação a seus concorrentes (busca por espelhos, programa downloads, continua downloads interrompidos, tem preview, etc.).

LimewirePara compartilhar arquivos através do sistema peer-to-peer (P2P), o ideal é que se utilize um software (protocolo ou comunidade) com o maior número de usuários possível, assim o download será mais rápido e há maior chance de se achar o que se procura. Os sofwares mais populares desse gênero é o Kazaa, (se for utilizá-lo use a versão freeware - não adware - Kazza Lite k++) e o Emule. Entretanto, o ideal mesmo é usar um software que utilize vários desses protocolos, como o Shareaza, que é OpenSource. Eu uso o Limewire que funciona também em Linux, mas se você só usa o Windows recomendo o Shareaza memso, pois tanto como o Limewire não não tem propagandas, nem spywares, mas também não pede para eu comprar nenhuma versão profissional. Ainda há a opção do bit-torrent, uma forma melhorada de p2p, e o Shareazaprograma ideal é o original BitTorrent. Aliás o Shareaza, também serve para baixar arquivos em bit-torrent...

Devo ter esquecido muita coisa, mas já é o suficiente, não acha? Em outra oportunidades escrevo mais sobre programas gratuitos para Internet... No próximo FOSob: segurança (você vai precisar se utilizar todos esses programas de Internet). P
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1 de agosto de 2006
Segurança
Segurança
Apenas como prévia do próximo FOSob (tem leitores ansiosos por aí), recomendo a leitura da matéria de capa do Info Etc. de O Globo de ontem (disponível só durante essa semana, mediante rápido cadastro gratuito). É sobre parte do que vou escrever aqui, anti-vírus. Ah, e eles só citam um gratuito. P
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4 de julho de 2006
FOSob extra: Beta
FOSob extra: Beta
Este é apenas um esclarecimento. Eu me dispus a escrever sobre softwares gratuitos em suas formas mais populares atualmente, mas em momento algum citei um tipo muito popular, o chamado "beta". Um programa beta não é exatamente um versão gratuita de um programa qualquer (livre ou comercial). As versões betas são na verdade versões inacabadas de um programa, que são lançadas ao público a fim de que as pessoas possam ajudar no seu desenvolvimento. Ou seja, teoricamente, qualquer programa pode ter uma versão beta gratuita, basta que seus programadores queiram.

Vale agora também citar a minha visão da coisa. Eu acho muita cara-de-pau de certas empresas de lançar gratuitamente versões beta para depois bloqueá-las e vender as versões finais para a mesmas pessoas que "ajudaram a desenvolver o programa". Por exemplo: já há algum tempo a Microsoft lançou a versão beta do Windows Vista, que segundo o site visa atingir os programadores para que eles possam já desenvolver programas compatíveis com Windows e para que ajudem apontando erros. Profissionalmente falando, pode até ser uma boa idéia "testar" o beta do Windows Vista, mas eu me perguntaria: Por que diabos eu vou ajudar a Microsoft a desenvolver e difundir seu produto, se depois que "meu serviço" estiver pronto ela vai me cobrar mais de R$500,00 para eu poder utilizar o que teoricamente eu ajudei a produzir? Isso também não lhe parece injusto? A versão beta do Windows Vista, distribuída livremente, tem prazo de validade. Ela simplesmente para de funcionar em janeiro de 2007 e a partir daí o usuário tem que pagar para usar.

Mesmo sem ser programador, eu já testei (com o maior prazer) versões beta do Ubuntu, do Firefox, do Thunderbird, do Gimp e vários outros. Testei, entrei em fóruns para apontar as possíveis falhas, tive trabalho e faria de novo se pudesse e se achasse que ainda posso ser útil. Me permito fazer isso com qualquer programa (de código) livre, pois sei que eu colherei os benefícios mais tarde, que eu serei pago pelo meu esforço e que poderei usufruir sem restrições daquilo que ajudei a desenvolver. Já para a Microsoft, eu jamais faria isso (nem com o Windows, nem com os recém lançados Internet Explorer 7 beta e Windows Live Messenger 8 beta, embora gratuitos mesmo em suas versões e completas).

Eu não tenho nada contra a Microsoft (exceto pelos seus preços), mas por que ajudá-los se não vou ganhar nada em troca? No fim eu não vou ter que pagar (muito) pelo produto? Pois eles que usem o meu dinheiro para pagar pessoas que façam todo o trabalho. Quando se compra um carro, ninguém pede para dar uma voltinha no protótipo para verificar se não está faltando nenhum parafuso. Já se o carro me fosse dado, eu certamente testaria o protótipo. Eu posso até comprar produtos da Microsoft, mas como qualquer produto de qualquer empresa, eu os quero prontos e acabados, sem ter trabalho, já que pago para usá-los (e ainda vou reclamar com todo direito se tiver qualquer problema). Em tempo, a Microsoft é só um exemplo, isso vale para qualquer empresa que venda seus produtos. P
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1 de maio de 2006
Ubuntu com a cara do Windows...
Ubuntu com a cara do Windows...
Noutro dia, escrevi sobre o Linux na série FOSob, e uma das distribuições citadas foi o Ubuntu (que finalmente consigo utilizar enquanto escrevo esse post, resolvidos os problemas de Internet com a Siviero Telecom). Pois, eis que nas minhas andanças pela grande rede, eu encontro um blog português de um sujeito que resolveu facilitar as coisas para que sua irmã passasse a usar o tel Ubuntu. Ele simplesmente, travestiu o Ubuntu de Windows XP. Eu até pensei em fazer o mesmo para a minha irmã, mas vai dar muito trabalho... O post do cara serve para mostrar aos mais receosos, que o Ubuntu não deixa nada a desejar em relação ao Windows em matéria de funcionalidade... P
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9 de janeiro de 2006
A força maior já deu seu aval para que eu atualize o Peixe, mas a volta será lenta e gradual (que clichê!). Já há novos planos para melhorar o Peixe, isso inclui um novo e totalmente original layout nas próximas semanas. Por enquanto (nos próximos dias), vou fazer a retrospectiva do último quadrimestre e dar continuidade (ou deveria dizer começar?) à série Fosob... Desuculpe-me pelo transtorno (mais clichê!...) e obrigado pela espera. P
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