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22 de abril de 2006
100 anos de Robert E. Howard
100 anos de Robert E. Howard
No último dia 22 de janeiro, foi completado o centenário de Robert Erwin Howard (REH). Meus leitores devem estar se perguntando: "quem é esse cara?" "mais um arquiteto?" Não, meus caros, ele é um dos mais geniais escritores de histórias fantásticas da História. Em tempos de adoração a J. R. R. Tolkien (Senhor dos Anéis) e J. K. Rowling (Harry Potter), parece até estranho que a maioria do público desse tipo de histórias nunca tenha ouvido falar em REH. Enquanto Rowling juntou um monte de remendos de mitos e contos para criar as histórias de seu personagem e enquanto Tolkien se baseou em sua vasta pesquisa em língua, literatura e cultura inglesas para se tornar o pai dos épicos fantásticos, REH usou apenas a sua imaginação (e seu conhecimento de mundo, que não era pouco, apesar de nunca ter ido muito além de sua casa em Cross Plains, no Texas) para criar um mundo pré-histórico imaginário e se eternizar como pai do gênero capa/espada/magia. Você não conhece Howard, mas certamente conhece sua criação e principalmente uma de suas criaturas especificamente.

Howard imaginou como teria sido o mundo numa época esquecida logo após a submersão do mítico continente da Atlândida. Essa época ele chamou de Era Hiboriana, e em suas histórias ele relatava acontecimentos ocorridos em um continente único (que seria o que os geólogos chama de Gondwana ou talvez o Pangea). Segundo sua visão, esse continente era ocupado por diversas nações (dê uma olhada nesse mapa ou em um desses outros), umas mais civilizadas, outras menos. O personagem mais conhecido de sua Obra é um certo bárbaro de uma nação chamada Ciméria. Seu nome, Conan.

REH escrevia histórias curtas para revistas pulp e, embora seja relembrado por suas histórias hiborianas, ele não escrevia só esse tipo de história (na verdade, menos de 10% de sua obra era sobre reinos pré-históricos). Ele gostava muito de escrever Westerns (ele era texano) e nesse estilo seu personagem mais famoso é o Solomon Kane, que, diga-se de passagem, é o exato oposto de Conan em caráter, moral e personalidade. Conan é um bárbaro, mercenário, às vezes ladrão, às vezes pirata. REH em suas histórias criticava hábitos civis, a hipocrisia da civilização justamente confrontando um (anti) herói bárbaro e mercenário com a civilização que muitas vezes apresenta atitudes muito menos éticas do que as do bárbaro. Isso é o mais interessante em sua obra, uma crítica social disfarçada em empolgantes aventuras épicas.

Embora fosse um escritor de pulp fiction da década de 20 (muito popular nos EUA até hoje), sua obra só ficou mundialmente conhecida através de revistas em quadrinhos da Marvel Comics nos anos 70 - graças a outro gênio, Roy Thomas - e por filmes da década de 80. Quanto às revistas, uma obra impecável e fiel aos escritos de REH. Já os filmes "Conan, o bárbaro"(1982) e "Conan, o destruidor" (1984), embora tenham tido ótimas produções (e, no caso do primeiro, a melhor trilha sonora do cinema em minha humilde opinião) tinham pouca relação com o trabalho do criador. Depois ainda apareceram mais dois filmes com personagens de REH, Guerreiros de Fogo (com a Sonja, a Guerreira) em 1985 e Kull, o Conquistador (como o rei atlante Kull) de 1997. Esses foram um pouco mais fiéis, porém com produção bem piores. Atualmente, a Dark Horse publica ótimas HQs inéditas de Conan, vendidas no Brasil pela Mythos Editora (que também publica as histórias clássicas de Conan em outro título e histórias do Solomon Kane) e especula-se a produção de um novo filme de Conan (sem nenhuma garantia). As revistas, já adianto que valem a pena (embora tenham o preço meio salgado), e o filme, é esperar pra ver (ou não). Abaixo, alguns links com mais informações sobre REH, Conan e a era hiboriana. P
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1 de julho de 2006
Trilha sonora
Trilha sonora
Ao falar de Robert E. Howard e seu Conan, citei a trilha sonora de "Conan, o bárbaro" adjetivando-a como a melhor trilha sonora em minha opnião. Entretanto, certamente cometi uma injustiça (com você, leitor) ao não mencionar nem sequer seu compositor, e agora corrigirei tal erro. Antes, porém, comentarei a trilha de Conan.

BasilVocê não precisa ver o filme para admirar a trilha musical de Conan, você não precisa ter visto o filme para conhecê-la. Você provavelmente a conhece. De tão boa e bem composta, ela é freqüentemente utilizada na mídia em diversas ocasiões (até hoje, apesar de ter sido composta em 1982). Hoje mesmo, ouvi parte dela em uma vinheta promocional do jogo Brasil x França no Globo Esporte. Embora seja utilizada de diversas formas, a trilha foi (muito bem) feita com o único intuito acompanhar o filme. Aliás, ela não acompanha, ela carrega o filme. "Conan, o bárbaro" é um filme praticamente sem diálogo e, portanto, a trilha musical passa a ter um papel fundamental na obra. Na verdade, junto com as imagens, a música conta a história do filme.

E de onde o compositor poderia conseguir inspiração para a música de "Conan, o bárbaro", um filme épico, mas que se passa numa época que nunca existiu? Foi aí que entrou a genialidade de Basil Poledouris. Ele juntou diversas referências e sonoridades que resultou em uma obra que nos remete exatamente para... a Era Hiboriana! Como ele conseguiu isso? Não sei, mas posso identificar algumas peças que colaboraram: metais (sempre presentes em cenas heróicas), percussão (a forma primordial de música), coro (sempre presente em épicos), ritmo (rápido em cenas de batalha, suave em cenas românticas e pausas dramáticas) e uma linda melodia (sem palavras para comentar). Além disso, ouvindo o CD da trilha sonora (compre se for capaz - é caro e raro - ou procure em sites de bit-torrent), posso perceber claramente influências de Carl Off (Carmina Burana) e Ravell (Bolero).

JohnBasil Poledouris não é compositor de um único sucesso, é um dos mais conceituados compositores de trilhas em Hollywood. Além de "Conan, o bárbaro" e "Conan, o destruidor" é também responsável pela música de filmes como "RoboCop", "Free Willy", "Caçada ao outubro Vermelho" e "A lagoa azul". Enfim, Basil é um gênio. Mas não se pode falar em trilha sonora, sem falar em John Williams. Talvez de nome você não o reconheça, mas certamente reconhece sua música quando tocada. "Indiana Jones", "Superman", "E.T., o extra-terrestre" e "Guerra nas estrelas" (para não citar especificamente a "Marcha Imperial" de Darth Vader) são apenas alguns dos temas mais conhecidos dele. Existem alguns filmes que apenas possuem músicas ou temas que tocam ao longo das cenas, mas John Williams e Basil Poledouris fazem a música participar do filme.

KevinSe já em filmes, que possuem uma história, diálogos, atores, etc. as trilhas já são importates, imagina em jogos de video-games (cada vez mais desenvolvidos). Vídeo-games não possuem diálogos, nem história (teoricamente quem a constrói é o jogador) e, além do visual e do desafio, o que mais colabora para o jogador "entrar" no jogo é a trilha musical e nesse ramo vou citar apenas um nome: Kevin Manthei. Ele também faz filmes, mas sua carreira se construiu em vídeo-games.

Além dos compositores de trilhas musicais para filmes e jogos, há ainda os compositores de músicas que parecem trilhas de filmes, mas não são. Mas isso fica para outro dia, por agora recomendo que visite os saites de Basil Poledouris e Kevin Manthei, baixe umas músicas e veja do que são capazes. P
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14 de setembro de 2007
Conan, o bárbaro!
Conan, o bárbaro!
capa de Conan 56Meus 5 leitores assíduos devem saber que acompanho as aventuras de Conan. Já escrevi sobre ele aqui algumas vezes. Nesse mês há uma nova oportunidade para você começar a acompanhá-las também. A revista "Conan, o Bárbaro", da Editora Mythos, que publica aventuras clássicas do cimério iniciou uma nova fase, em que apresentará a escalada do bárbaro ao trono da Aquilônia. A revista já está nas bancas de todo o Brasil (no Rio de Janeiro com certeza, eu já comprei a minha ;-)


A mesma editora publica no Brasil as aventuras inéditas de Conan (publicadas originalmente pela Dark Horse) em Conan, o Cimério... é uma ótima leitura também. P
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1 de julho de 2006
Por falar em Conan...
Por falar em Conan...
conanPor falar em Conan, devo anunciar aos fãs algumas novidades (fofocas) sobre o personagem. A primeira é o lançamento do livro "Conan, o cimério" pela Conrad Editora com os textos originais de Robert E. Howard, inclusive com histórias nunca antes publicadas. E acabo de ler no blog Omelete (muito embora o post já tenha mais de 2 semanas) que um novo filme de Conan começará a ser gravado no ano que vem, mas esse novo filme nada terá a ver com os dois antigos. Depois "confirmei" a informação em outros sites (Comming soon.net e About.com). A promessa é de que será um filme mais condizente com as histórias de Howard e Roy Thomas... é esperar pra ver. P
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