Pra você, minha prancha, escrevo esta canção.
A paz é o mar, perto da terra:
faixa branca seguida do verde.
A Natureza nos cerca, amena.
A mesma que, às vezes, se ergue no mar,
nada a fazer, senão se deixar levar.
Se levar pela onda do mar.
Onda que de repente nos engole.
Vem o silêncio...
Som surdo da morte a sussurrar.
O branco, o verde, o azul do mar e do céu
se fundem num homogêneo tom pastel.
Eu, você, o mar, a terra e o céu:
um ser único, indissociável
que, sendo imperfeito, explode ao léu.
Dissociado, é a terra, o firmamento,
o mar, o céu, você e eu nesse momento.
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Escrito por Márcio Vinícius Pinheiro em 22/11/2000.
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