
Eu, como sou um cara consciente e tenho a sorte de não pegar ônibus cheio, costumo deixar meu carro na garagem. Com isso, sobra-me tempo para várias coisas (dos engarrafamentos ainda não consegui me livrar). As minhas atividades mais comuns no ônibus ultimamente são ler livro e me alienar um pouco com o meu tocador de mp3. Quando não estou lendo um livro, fico com meus fones observando as curiosidades da vida urbana.
Para muitos, passam despercebidas em meio à poluição visual de cartazes (ilegais) de shows que nunca irei e de pichações com palavras ilegíveis ou frases inúteis e preconceituosas, verdadeiras obras de arte. Os grafites, diferentemente das malditas pichações, além de poluição visual são obras de arte. Como tal, podem agradar a alguns e desagradar a outros. O fato é que no Rio de Janeiro elas têm se proliferado bastante nos últimos anos. Inclusive com incentivo da Prefeitura, através de seus órgãos como por exemplo a Comlurb (precursora nessa iniciativa), que tenta melhorar o visual degradado das áreas mais (des)urbanizadas. (
leia sobre grafite na Wikipédia em português ou
mais completo em inglês)
Durante minhas viagens no 266, reparei em um personagem recorrente... ele parecia perdido no entorno da Rodoviária... era laranja... tinha um cão como companhia. Sim, era um personagem, e de repente me dei conta de que era como uma história em quadrinhos. É uma HQ e as páginas são os muros dos arredores da Leopoldina. A cidade grande tem desse tipo de surpresa!
As Aventuras de Zé Ninguém. Essa ideia é de um artista de Nova Iorque (onde, aliás, se iniciou a história do
grafitti como arte visual) casado com
uma artista carioca.
TitoNaRua ganha a vida pintando painéis e desenhando HQs. Ele tem um site -
www.titonarua.com - em que mostra com fotos dos muros do Rio as aventuras de seu personagem, além de outras obras de sua autoria. Vale a pena a visita ao site, assim como vale prestar mais atenção nos muros da sua cidade.
