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7 de janeiro de 2008
Se correr o pardal pega, se ficar...
Se correr o pardal pega, se ficar...
O incidente ocorrido com o filho do ex-médico da CBF, Lídio Toledo Filho, trouxe à tona mais uma vez a discussão sobre a adoção de radares nas ruas do Rio. Meus 6 leitores assíduos (é, ganhei mais um! :-) devem saber que sempre fui muito crítico em relação a radares, mas diante da discussão estapafúrdia que se criou em torno disso, posso parecer agora um pouco favorável à manutenção dos radares. Mas já adianto que não é bem assim... Eu sou contra a razão pela qual estão querendo eliminar os radares. Antes, porém, é bom que se observe que estamos tratando aqui (e entendo que toda a discussão gira em torno disso) das chamadas lombadas eletrônicas, que não tem por finalidade multar infratores incautos, mas sim reduzir a velocidade dos motoristas em determinadas ruas, tal qual faz um quebra-molas tradicional.

É verdade que o fato de o ortopedista, que ainda corre risco de vida, ter sido obrigado a reduzir a velocidade na lombada eletrônica é um dos fatores principais para ele ter sido assaltado e baleado. Porém, isso só aconteceu, porque havia alguém para assaltá-lo e esse sim é o fator decisivo sem o qual nada teria ocorrido. Pode-se alegar qualquer coisa para se desligar o radar: posicionamento inadequado ou ineficaz (é o caso de vários deles), velocidade incompatível ou até mesmo falta de necessidade, mas dizer que os pardais devem ser desligados para se evitar assalto é inadmissível. É como liberar a venda e o consumo de drogas para acabar com o tráfico. Aliás, é pior. Pois, embora o Estado tenha a obrigação constitucional de zelar pela saúde dos cidadãos, é o cidadão que antes de qualquer um tem que zelar pela própria saúde. E, na maioria dos casos (posso excluir dessa lista drogas que fazem fumaça), a droga faz mal apenas a quem consome, diferentemente da conduta de grande parte dos motoristas nas grandes cidades.

Para se evitar assaltos, pode-se melhorar a situação das policias e dos policiais, melhorar a condição de vida e educação da população mais carente, e há várias outras formas "sociais" à moda Lula que podem ter efeitos positivos nesse assunto. Certamente qualquer uma delas é melhor do que facilitar a vida de motoristas imprudentes que, sim, colocam em risco (muito mais do que qualquer assaltante de sinal) a vida de outros cidadãos. Quando se diz "tirem os radares para diminuir os assaltos" eu ouço "assaltar não pode, mas colocar em risco a vida de terceiros com automóveis em alta velocidade pode".

O parlamentar que criou (e pretende aprovar) a lei que obrigaria os radares serem desligados à noite alega "a finalidade é proteger os motoristas que trafegam à noite"... E quem protege, por exemplo, os pedestres, acidente bizarroque também estão expostos ao mesmo risco de assalto, contra o risco de serem atingidos por um carro desgovernado? Não seria melhor manter o radar e melhorar a segurança com atitudes mais diretas? Assim se protegeriam os dois.

O César Maia deu uma justificativa simples para a existência das lombadas e para querer mantê-las mesmo sob o risco de assaltos: "Os radares existem porque os motoristas correm". E ele está certo... veja a foto ao lado e veja se você também não concorda com o prefeito. O motorista (profissional!!!) do ônibus, agente do acidente, apontou como causas para o acidente a chuva e os buracos da rua, sem mencionar que a velocidade com que ele dirigia era desproporcional às condições impostas pela chuva e pelos buracos. (haja chuva, buracos e assaltantes para destruir 6 automóveis de uma só vez!)

Enquanto isso na Inglaterra, tem gente tendo a carteira cassada por dirigir muito lentamente... P
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